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01.11

Ragdoll

Ragdoll significa boneca de trapos, e é uma referência à docilidade dessa raça, cuja origem pode ser traçada nos Estados Unidos, nos anos 60.

Golden Glitter - fêmea seal bicolor

História dos Ragdoll

Ragdoll é uma raça relativamente recente de gatos criados por Ann Baker. Clique aqui para ler a história completa dos Ragdoll.

Temperamento

É um gato muito quieto e gentil, e uma vez que escolha um dono, o acompanhará permanentemente. São gatos caseiros, e por sua docilidade, são totalmente indefesos quando livres, portanto, são gatos para viver em ambiente interno.

O Ragdoll é um gato de contrastes: tem o físico grande e imponente de um Birmam, mas quando lhe pegamos no colo seus músculos se descontraem e ele se torna fraco como um gatinho e mole como uma boneca que lhe dá o nome.

Como se essa característica única não bastasse o Ragdoll possui pelos de tamanho médio, macios e sedosos, e seu miado é discreto e suave.

Adoram estar perto de nós e convivem muito bem com outros pets, mas não deixe gaiolas ao seu alcance!

Padrão da Raça

Segundo o atual padrão TICA (The International Cat Association – entidade que representa o maior número de criadores da raça no mundo) os Ragdolls devem ser gatos de pelagem semi-longa, olhos azuis, de coloração ponteada e com personalidade doce. O Ragdoll torna-se um gato grande e pesado com a maturidade, que pode levar até os quatro anos de idade para atingi-la e a coloração plena não atinge sua totalidade antes dos 3 anos de idade. Eles são musculosos, com pouca gordura exceto abaixo do abdome, onde é aceita.

Pontos Principais:

Cabeça:

- Formato de ‘trapézio invertido’, amplo e com contornos ligeiramente arredondados;

- Testa e espaço entre as orelhas deve ter aparência plana;

- Orelhas: médias e amplas na base, sendo arredondadas nas pontas;

- Olhos ovais, azuis, moderadamente distantes um do outro;

- Queixo bem desenvolvido;

- Focinho arredondado e de comprimento médio;

- Perfil: queixo forte em linha com a ponta do nariz e do nariz segue uma linha suave até a sobrancelha dando a aparência de ‘arrebitado’. A partir da sobrancelha deve ter aparência plana até as orelhas.

O perfil é MUITO importante nos Ragdolls.

Corpo:

- Tronco: médio-longo a longo, substancioso, peito amplo;

- Pernas: ossatura substanciosa e a traseiras ligeiramente mais longas que as dianteiras;

- Cauda: do mesmo tamanho que o corpo;

- Ossatura geral deve ser substanciosa, musculatura forte e pesada e as fêmeas podem ser menores do que os machos.

Pelagem:

- Semi-longa, suave e sedosa;

- Cor: coloração bem distribuída e mais clara no corpo com mínimo de ‘shadding’ (sombreado);

- Contraste: definido entre o corpo e as extremidades mais escuras e os gatos mais velhos podem ser mais escuros e os mais novos podem ter a cor não totalmente desenvolvida.

Marcações:

  • Colorpoint (divisão sólida): orelhas, máscara, pernas, patas e cauda devem ser marcadamente mais escuras que o corpo e um sombreamento leve no corpo é permitido.
  • Mitted (divisão particolor): assim como o Colorpoint tem as extremidades mais escuras que o restante do corpo. O queixo deve ser branco e pode ter uma ‘flama’ ou ‘blaze’ no nariz ou entre os olhos desde que não atinja o couro do nariz, parte interna dos olhos ou bigodes. Patas dianteiras: luvas brancas simétricas, patas traseiras brancas. O branco deve ir até os calcanhares e evolvê-los, não passar do meio da coxa. O corpo deve ter uma faixa branca que começa no queixo, passando pelo peito totalmente branco e atravessar inteiramente a barriga.
  • Bicolor (divisão paritcolor): o rosto deve apresentar um ‘V’ invertido que circunda totalmente o couro no nariz (que neste caso deve ser rosado) e não se estenda para fora do limite do canto interno. O ‘V’ deve ser o mais simétrico possível; o queixo deve ser branco. No corpo a coloração pode apresentar sombreamento ou pode haver manchas brancas. As 4 patas devem ser totalmente brancas, embora permite-se pequenas manchas.

Observação: o padrão varia muito pouco para as outra associações, inclusive com as que têm clubes representantes no Brasil: FIFé, CFA, UFO, etc.

De maneira geral o padrão da TICA é o ponto de partida para elaboração e atualização do padrão por outras associações, por essa abranger um número maior de criadores e sócios do mundo todo.

Essa descrição foi baseada no padrão recém-utilizado, no mês de setembro de 2008, foi aceito pelo Board da TICA e pode sofrer novas modificações, pois está sendo revisado.

 

Créditos: Gatil Soberano.